AMÉRICA: UMA CASA VAZIA
Nossa única esperança como nação está na obra transformadora do Espírito Santo. Sejamos uma casa consciente, vigilante e espiritualmente preparada para as batalhas que estão por vir.
Apenas cinco anos atrás, a América parecia estar em um caminho perigoso. Parecia que o mal poderia prevalecer, com o aprofundamento das divisões raciais, a violência nas ruas e a perversão sexual generalizada tornando-se a norma. Homens não apenas competiam em esportes femininos, como também se despiam em vestiários de meninas. Um número crescente de jovens começou a se identificar como transgênero. Os abortos aumentaram com o acesso irrestrito à pílula abortiva. Políticos e veículos de mídia defendiam abertamente agendas antibíblicas, enquanto comentaristas e comediantes zombavam dos valores cristãos.
Havia a preocupação de que chamar o bem de mal e o mal de bem prevaleceria em nossa sociedade. Muitos acreditavam que não havia esperança a ser encontrada na Casa Branca, no Congresso ou nos tribunais. Ainda mais preocupante, a Igreja parecia fraca e anêmica. Muitos se sentiam sem esperança de encontrar uma igreja forte e intransigente, que estivesse batalhando pela fé contra os poderes dominantes das trevas. As igrejas estavam perdendo membros, com a frequência atingindo níveis historicamente baixos. Jovens adultos passaram a se identificar como “sem religião” no que diz respeito à fé. As coisas pareciam bastante sombrias.
No entanto, agora estamos vendo uma mudança sutil, porém perceptível, em nossa terra. Houve avanços significativos em políticas públicas e decisões judiciais. Estudantes estão cada vez mais defendendo princípios morais e bíblicos. Avivamentos estão ocorrendo em campos universitários, e há um aumento na frequência às igrejas e na leitura da Bíblia entre a Geração Z e os Millennials. A luz parece romper as portas que antes estavam fechadas. Parece haver uma reação contra as trevas. Será que um gigante adormecido da razão e da verdade tem sido despertado?
Uma Mensagem de Advertência
Embora as coisas pareçam melhorar, as aparências podem enganar. A América precisa de uma mudança no nível da raiz para que haja uma piedade duradoura em nossas ações. Jesus advertiu os líderes religiosos: “Quando o espírito imundo sai de uma pessoa, passa por lugares áridos procurando descanso, mas não encontra. Então diz: ‘Voltarei para a minha casa, de onde saí.’ E, ao chegar, encontra a casa vazia, varrida e em ordem. Então vai e traz consigo outros sete espíritos piores do que ele, e eles entram e passam a habitar ali; e o último estado daquela pessoa torna-se pior do que o primeiro. Assim também acontecerá a esta geração perversa” (Mateus 12:43–45, ESV).
A advertência é que a América é como uma casa vazia! Embora nossa nação possa parecer organizada, o problema mais profundo é que os corações não estão sendo verdadeiramente transformados. Em outras palavras, estamos apenas escondendo a maldade em nossos corações, em vez de buscar o arrependimento genuíno e a transformação que são realmente necessários.
Um estudo recente indica uma diminuição no número de jovens adultos que se identificam como transgênero em comparação com apenas alguns anos atrás. No entanto, acredito que isso não reflita uma mudança genuína de coração, mas sim uma mudança influenciada por pressões sociais externas. Embora a casa tenha passado por mudanças significativas, o espírito imundo diz: “Voltarei para a minha casa”, porque, embora a casa esteja varrida e em ordem, ela permanece vazia.
A palavra grega para “varrida” é saroō, que significa varrer superficialmente. Quem dera estivéssemos vivendo uma limpeza profunda; porém, temo que estejamos apenas varrendo superficialmente a maldade por um curto período. A expressão grega para “em ordem” é kosmeō, que significa adornar ou decorar. A casa pode estar um pouco mais limpa, mas grande parte disso é meramente decorativa — uma correção mais externa do que interna. Scholazō é a palavra para “vazia”, significando desocupada ou ociosa. O vazio é uma casa sem a devida defesa. É um convite aberto para que o inimigo reconheça que a casa vazia é dele.
O ensino de Jesus nos adverte que a reforma moral é insuficiente sem a habitação genuína do Espírito Santo. Varrer a casa apenas a deixa exposta. A libertação duradoura encontra sua proteção não no vazio, mas na presença do Senhor. Uma casa cheia do Espírito Santo de Deus jamais será chamada de “sua casa” pelo maligno. O diabo e seus demônios saberão que a casa pertence ao Senhor e que não têm acesso a ela.
Grande parte do mal desenfreado está sendo colocada em ordem, porém está sendo varrida para debaixo do tapete. Ele ainda existe dentro de nossos lares e corações. Sem que a casa seja cheia da Palavra de Deus, de Sua verdade e do Espírito Santo, ela permanece vazia. É possível varrer os problemas para debaixo do tapete impondo normas morais e estabelecendo controles governamentais, mas isso proporcionará apenas um alívio temporário. O mal retornará eventualmente, trazendo consigo uma enxurrada de impureza ainda maior. Jesus menciona que outros sete espíritos virão, e o último estado daquela casa será pior do que o primeiro. “Assim também acontecerá a esta geração perversa” (Mateus 12:45).
Uma Casa Consciente
Pode parecer inadequado chamar esta geração de perversa, apesar dos bons sinais que estamos presenciando, mas as palavras de Jesus soam verdadeiras para o nosso tempo. Já estamos vendo os primeiros sinais do inimigo se posicionando para voltar com vingança. Basta olhar para as pessoas que agora estamos elegendo. Elas representam uma reação direta contra o progresso, como se dissessem: “Voltarei para a minha casa”. Há uma agenda sendo agora forjada no próprio inferno, não apenas para recapturar o que foi perdido, mas para trazer sobre a nossa terra um aumento sete vezes maior de imundícia e maldade.
Deus está permitindo um tempo de alívio, mas o mal parece estar logo atrás. Embora eu acredite que os campos universitários continuarão a experimentar avivamentos e que as igrejas passarão por um despertar espiritual, elas enfrentarão, ao mesmo tempo, uma reação contrária ampla e avassaladora. Haverá “outros espíritos, ainda mais malignos…”. As trevas não se retirarão silenciosamente; o mal não permanecerá em descanso. Ele retornará com força maior. Oro para que a igreja não se torne letárgica, acomodada ou até arrogante. Oro para que estejamos atentos às artimanhas do maligno. Oro para que estejamos alinhados com o ensino de Jesus sobre o que acontece com uma casa que não está cheia da presença e da glória de Deus. Uma casa moralmente varrida e posta em ordem não representa ameaça alguma para os espíritos malignos prontos para voltar e atacar uma casa desatenta.
Uma Geração Santa
Como devemos viver neste momento crítico? Em primeiro lugar, a Igreja precisa experimentar aquilo que ensina. Se ensinamos que a casa da América está vazia, mas nós mesmos não estamos cheios da presença do Espírito Santo, somos hipócritas. Precisamos fazer mais do que simplesmente varrer nossas próprias inclinações ao orgulho e ao egoísmo, à concessão e à complacência, ao medo e à falta de fé. Precisamos fazer mais do que colocar em ordem nossa teologia e a prática do ministério. Precisamos de um fogo renovado do Espírito de Deus e de um profundo despertar espiritual. Precisamos permitir que Deus encha a nossa casa, para que não haja espaço algum para o inimigo.
Precisamos limpar a casa de pastores comprometidos com concessões, de mensagens diluídas e da psicologia popular mundana. Precisamos demonstrar o poder de Deus por meio de atos de amor, misericórdia e de uma firme defesa da fé. Precisamos despertar nossa nação para a realidade de que a nossa fé é mais do que palavras; ela é o poder de Deus!
Em segundo lugar, precisamos jejuar e orar pela nossa nação. Quando os discípulos não conseguiram expulsar um demônio, Jesus disse a eles que aquele tipo só podia ser expulso por meio de oração e jejum (ver Marcos 9:28–29). A fortaleza demoníaca tão desejosa de retornar à nossa nação de forma multiplicada por sete só pode ser impedida por uma fé agressiva, alimentada pela oração e pelo jejum, conforme descrito em Isaías 58.
Haverá uma reação que reverta esse tempo de alívio? Os espíritos imundos retornarão com outros sete espíritos ainda piores do que antes para esta casa que chamamos de América? Os políticos se tornarão mais ousados no mal? A mídia dobrará seus esforços em promover a perversidade? A maldade retornará com vingança às nossas universidades?
A resposta a essas perguntas depende da Igreja de Cristo. Os líderes da igreja irão encher suas congregações de tal plenitude de Deus que isso inundará a nossa nação? O avivamento será apenas uma nota de rodapé passageira, ou será a nova face da nossa terra? Haverá uma estação como a que Josias viveu em Israel, quando um povo que havia vivido na impiedade por gerações viu um homem se levantar para promover uma mudança geracional?
A questão de a igreja se levantar está ligada a se você e eu nos levantaremos. Muitas vezes queremos que o governo, a mídia e a igreja mudem; no entanto, a mudança começa comigo e com você. Sejamos tão rápidos no arrependimento pessoal que, como Neemias, nos arrependamos em favor da nossa nação. A nossa casa está apenas varrida e em ordem, ou estamos mais cheios do Espírito Santo do que nunca? Somos uma geração santa? Somos o povo que, quando o maligno retorna, ele encontra a declaração: “Ele não tem poder algum sobre mim” (João 14:30).
Quando os espíritos imundos tentarem retornar em massa à nossa nação, que possamos vestir a armadura de Deus, prontos para resistir à tentativa de retorno, para que seus planos sejam frustrados e sua investida seja interrompida. Que a nossa nação veja o mais poderoso e duradouro mover de Deus que já conheceu. Sejamos parte ativa deste grande movimento. Amém!