Da Bem-Aventurança ao Quebrantamento

Gary Wilkerson

Cristo começou Seu ministério suprindo as necessidades das pessoas. Isso aconteceu ao longo dos Evangelhos, enquanto restaurava a visão do cego, curava a mulher com hemorragia e alimentava as multidões famintas. Ele encontrava os aflitos exatamente onde estavam e lhes dava precisamente o que necessitavam. Isso, por si só, já era motivo suficiente para que O seguissem. Até alguns fariseus seguiram a Cristo por causa de Seus milagres.

Decidi seguir Jesus depois que Ele supriu minha necessidade mais profunda. Na adolescência, passei a questionar se Deus realmente existia. Nasci em uma família de pregadores, então como eu poderia ter certeza de que minha fé não era apenas doutrinação dos meus pais? Jesus veio a mim em minha alma ferida e me mostrou o que eu precisava saber. Não era Buda, nem Maomé, nem Confúcio que me amavam; era Jesus. Ele revelou a pura verdade do Seu amor, e isso transformou minha vida.

Jesus nos abençoa em nosso tempo de necessidade, mas isso é apenas o ponto de partida Dele em nossa vida. Ele nos conduz da bem-aventurança ao quebrantamento, porque esse é o único caminho para nos levar à verdadeira maturidade espiritual. O caminho do quebrantamento é como começamos a assumir Sua natureza generosa. Contudo, nossa carne odeia a ideia de uma vida de entrega, porque isso exige o nosso quebrantamento.

Paulo falou de naufrágios, espancamentos e apedrejamentos porque foi chamado para se entregar. Os outros apóstolos foram perseguidos porque Jesus os chamou para uma vida de entrega. Até as multidões deixaram de seguir Jesus quando Ele começou a pregar verdades difíceis (veja João 6). Quando o povo se voltou para sair, “Então, disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: ‘Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna, e nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho de Deus.’” (João 6:67-69).

A pergunta de Jesus nos coloca na mesma posição dos discípulos. Temos de confiar que Ele é bom e fiel. Não cabe a nós escolher os planos para nossa vida. Se coubesse, todos nós seríamos tomadores, não doadores. É por isso que Jesus estabelece os planos. Quando Ele nos conduz por um caminho difícil, podemos ter certeza de que o faz em amor.